quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Só o tempo pode me acalmar
Se você for por aí
Do mesmo modo que um dia veio
Sei que está prestes a ir

sábado, 14 de novembro de 2009

Fico na ponta dos pés
Para pegar estrelas
Me alio ao tempo
Quando ele não quer passar

Levanto as pontas dos dedos
Para tentar traze-la
Insisto no mesmo erro
que é tentar alcançar o que não posso tocar

O seu certo é feito
de um modo imperfeito
O mundo gira e minha mente
Está no mesmo lugar que você está


Nessa noite
Vou desligar o celular
Não quero que ninguém me ache em qualquer lugar
Não sei, mas tão igual a você
Essa estrela, desse céu vai embora quando amanhecer

Arrasto chinelos por aí
Cantando o que nunca escrevi
Algumas notas saem certas sem querer
O certo mesmo é a imperfeição
Mas são os anéis de saturno
que tiram o chão
Como é possível sentir falta daquilo que nunca vivi?
Chorar por um amor que nunca existiu?
A culpa é de quem inventou ou de quem destruiu?
As estrelas mais altas já morreram
Mas eu continuo tentando alcançar...
E mesmo quando eu não consigo dizer tudo
Você parece compreender o meu mundo
Se eu tivesse bom senso, não te diria o que penso e desejo
Pelo menos não toda vez que te vejo


E mesmo quando eu não consigo dizer tudo
Você parece compreender o meu mundo
Talvez por não ter bom senso, eu fale mais do que escuto
E acabo dizendo o que sinto por você, a cada cinco minutos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu não quero que a gente seja só lembrança. Quando tocar aquela música de dia chuvoso, quero rir por dentro, encolhendo o abrir de bocas desajeitado. Não quero jogar fora aqueles retratos. Nem mesmo guardá-los na caixinha de papelão, em cima do armário. É muito caro para virar só alimento de traças.
Não quero ter medo de ler as palavras de novo. Quero que elas virem inspiração e saudade. E que comecem a se repetir no tempo, até que tudo fique engraçado. Quero chegar às rugas com 10 milhões e 300 mil do mesmo sonho. E 68 apelidos de bichos diferentes. E não lembrar da metade deles.
Não vai ser só de antes e nem vai trazer lágrimas. Quero que seja vermelho, e amarelo. Até no cinza. Sem meio tempo ou algum tempo. Todo o tempo. Quero mais tempo. Mais e mais, tanto mais que o que ficou para trás seja só isso, e não um passado. E sentir que há mais para descobrir.
Todo amanhecer novo tem uma luz singular. É porque uma lâmpada fria pode esconder o mais brilhoso ar do Sol.